Eu gosto de escrever na minha newsletter no Substack (pra mim lá tem outra proposta de escrita do que aqui), acho o notes um espaço legal pra escrever alguns pensamentos, como tenho usado aqui agora (só que isso aqui é bem mais "escrevo na hora que penso" do que por lá), mas tenho preferido muito mais no blog, acho que o fato de aqui não ter essa questão do like e a contagem de visualizações de um jeito mais descarado.
Eu posso ver o quanto de visualizações os posts, as páginas, o blog têm, porém não me baseio em absolutamente aquilo para continuar escrevendo e publicando. Isso aqui é uma casa, meu lar virtual, sempre será. 

Todo esse movimento que fazemos para manter viva a blogosfera é um esforço grande — e muito satisfatório — para não dependermos de redes que proporcionam ansiedades e essa validação por likes e views. A gente gosta de interação, comentários que nos deixam muito felizes de responder, uma conversa sincera entre colegas e amigos blogueiros. É disso que a internet precisa agora, no meio dessa mar de informação vazia, de performance sem sentido, de gente achando que a vida é tããão aesthetic, mas ela não é, são os outros que tentam fazer parecer.

Talvez isso aqui seja quase um manifesto. Um apelo para que a gente vá deixando algumas coisas de lado, das quais não precisamos e focar em nós mesmos e no que queremos ser ou parecer. Mais autênticos, mais genuínos, não precisando esconder nossos gostos nem chama-los de guilt pleasures (não acredito nem um pouco nesse termo). Só postar aquela foto que nem saiu tão boa assim, algumas palavras que estávamos pensando ou uma música que surgiu na cabeça naquele momento. Meio que como era antes de toda a "vida rápida, vida pra já".

Às vezes o antes, em alguns aspectos, era melhor. Talvez a gente poderia conservar algumas coisas que eram realmente boas de anos atrás, essa vagarosidade e espera que ninguém mais consegue ter.

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